A NOVA GASOLINA.

Correio Mecânico
julho21/ 2020

 

Segundo dados da ANP-Agência Nacional do Petróleo, a importação de gasolina no Brasil, passou de 3,2 milhões de barris em 2010, para 30,3 milhões de barris em 2019. Isso quer dizer que, 19% de toda gasolina comercializada em nosso país, é importada, isso gerava uma diferença muito grande de qualidade e funcionalidade nos motores de última geração, que requerem uma gasolina mais pura. A Petrobras afirma que a produção da nova gasolina, não é um problema, uma vez que as nossas refinarias são bem adaptáveis aos novos padrões, porém seu preço também será mais caro. Algumas particularidades da nova gasolina, não mudarão, como o percentual de mistura do etanol, que foi mantido em 27% na gasolina comum e aditivada e 25% na gasolina premium. Estima-se que a gasolina comum no Brasil possui 87 octanas, enquanto nos EUA e Europa este índice é de 95 octanas, podendo chagar a 98 octanas. A partir de 03 de Agosto de 2020, a gasolina comum deverá ter no mínimo o percentual de 92 octanas e a partir de Janeiro de 2022, aumente para 93 octanas, que é o índice de resistência à detonação de combustíveis usados em motores no Ciclo de Otto. Essa mudança é muito positiva para veículos mais modernos, que possuem uma construção mais avançada e sofriam muito com a gasolina antiga. A tecnologia e a eletrônica mais avançada, diminuem o peso do motor mantendo a mesma potência, esses motores exigem uma gasolina mais pura, que já era exigência das montadoras instaladas no país. Carros mais modernos, de alguns anos para cá, passaram a apresentar consumo elevado de gasolina, o que gerou reclamação dos consumidores, com octanagem mais baixa, poderia levar a quebras de motores, por gerar combustão espontânea. Com octanagem mais elevada, a gasolina brasileira irá se aproximar de países como os Estados Unidos e a Europa, onde estão as principais montadoras de veículos. Como os carros costumam ser pensados, desenvolvidos e fabricados nestes principais centros, com a nova gasolina eles teriam menos problemas de adaptações em relação ao combustível brasileiro. Veículos com taxa de compressão muito alta, precisam de combustível de octanagem mais alta, senão ocorre o fenômeno de pré-ignição, e faz um barulho na partida a frio que chamamos de “batida de pino”. Segundo a Petrobras, essa nova gasolina pode gerar uma economia de 4% a 6% no consumo dos motores já existentes, mas o ganho maior vai ser nos projetos de novos motores a partir de agora. Hoje nós já temos vários veículos com sistema de injeção direta de combustível, e como nossa gasolina é considerada de baixa qualidade, muitos consumidores relatam problemas de entupimento, troca de injetor, que podem custar muito caro. Segundo os especialistas, com uma gasolina mais homogênea as montadoras podem fazer testes e desenvolver motores mais próximos do que elas já estão acostumadas, sem necessidades de fazer adequações para o nosso combustível. Os motores Flex devem ser os que mais irão se beneficiar desse novo combustível, isso porque a pressão de alimentação de combustível nesses sistemas foi sendo aperfeiçoadas ao longo dos anos, permitindo uma maior economia e emitindo menores quantidades de poluentes. Um sistema convencional de injeção de combustível no motor costuma ter entre 3 a 5 bar, os novos sistemas podem chegar a ter até 250 bar de pressão. Quanto mais pulverizado estiver o combustível, mais ele evapora e mais completa será a queima permitindo que ele consuma menos combustível. A nova gasolina facilitará a partida com o motor frio, quanto mais fria a gasolina, fica mais difícil fazê-la virar um vapor, e não sendo uma mistura homogênea, com um ponto específico de vaporização, os veículos antigos enfrentam dificuldades para dar partida em dias de muito frio. Entre outros benefícios, a nova gasolina brasileira deverá manter a marcha lenta dos motores mais constante e sem oscilações indesejáveis, com menores índices de vibrações. A Petrobras disponibiliza um gráfico que mostra os impostos sobre a gasolina, que são: ICMS 29%, CIDE/PIS/PASEP/COFINS 17%, Custo Etanol Anidro 13%, Realização Petrobras 29%, Distribuição e Revenda 12%. É muito imposto, e por essa razão fica muito cara para o consumidor final. Os veículos importados sofrerão menos com a nova gasolina, que ainda não é o ideal, mas pelo menos estamos progredindo em relação aos países desenvolvidos. Mas é bom lembrar que os Postos de Combustíveis, ainda terão 90 dias para se adequarem as mudanças, portanto veja bem o que está sendo colocado no tanque do seu carro a partir de 03.08.2020.

 

Hermínio Duarte

Há mais de 25 anos no ramo de óleos automotivos, Hermínio Duarte, mais conhecido como Seu Hermínio, acumulou uma enorme experiência e conhecimento na área, fazendo dele uma referência no assunto.

Reflexo desse conhecimento são as frequentes visitas e contatos que recebe semanalmente de pessoas interessadas em obter informações referentes ao assunto, tanto para suas oficinas como para uso próprio.

Assim, o Seu Hermínio resolveu colocar à sua disposição todo esse conhecimento, acumulado ao longo de sua vida, criando o Lube Lube  acesse: http://www.lubelube.com.br/

Belo Horizonte – MG

 

 

 

 

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