Velas especiais: confira as dicas .

Correio Mecânico
janeiro03/ 2022

Cada vez mais presentes nos projetos dos novos motores, as velas especiais – produzidas com materiais nobres, como platina e irídio – propiciam uma série de vantagens na direção, como partidas mais fáceis, acelerações mais rápidas, marcha lenta mais estável e maior economia de combustível em rotações constantes. Para auxiliar o motorista na correta manutenção do componente, a NGK – multinacional japonesa fabricante e especialista em velas de ignição – lista algumas recomendações.

Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, esclarece sobre o mito dos 100 mil km de vida útil. “A durabilidade das velas especiais é definida segundo testes estabelecidos pelas montadoras, e pode variar de 40 mil a 100 mil km, portanto, a orientação é sempre verificar o plano de manutenção do veículo. A durabilidade também depende das condições de trabalho dentro da câmara de combustão, como temperatura, pressão e mistura. Nos motores com alta taxa de compressão, existe a tendência de desgaste maior”, explica.

De acordo com o especialista, a visualização do desgaste na vela especial é diferente da convencional. “Enquanto nas velas convencionais o desgaste é observado pelo aumento da folga entre os eletrodos e seu arredondamento, nas velas especiais ocorre um depósito de material nos eletrodos, o que não é facilmente visível a olho nu. Por isso, é necessário ampliar a imagem”, compara Mori. Devido a essas características, a recomendação ao motorista é seguir o plano de manutenção estabelecido pela montadora do veículo.

O trânsito intenso, típico de grandes cidades, pode resultar em uso severo. Por isso, é importante consultar o manual da montadora para verificar a recomendação de manutenção.

Mercado de reposição

A NGK disponibiliza uma série de velas especiais desenvolvidas para o mercado de reposição nas linhas Platina G-Power e Irídio IX, que oferecem o benefício das velas de alto desempenho aos veículos que saíram de fábrica com velas convencionais, sem necessidade de grandes mudanças nos motores. “Enquanto a vela convencional tem a ponta do eletrodo produzida com níquel, a especial tem a ponta fabricada com platina ou irídio. O uso de materiais nobres permite reduzir o diâmetro da ponta do eletrodo, o que possibilita à vela especial ter mais energia para iniciar a combustão, o que resulta em melhor queima da mistura ar-combustível”, conclui Mori.

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